3º Aurum Summit reúne advocacia e tecnologia em Florianópolis
Em outubro de 2018, o DBJus anunciou a seus clientes e usuários a participação na terceira edição do Aurum Summit, marcada para 10 de novembro daquele ano em Florianópolis. O evento, organizado pela Aurum, já despontava como referência para advogados interessados em tecnologia, reunindo lawtechs, legaltechs e escritórios em uma agenda que misturava palestras, painéis e networking.
A edição de 2018 tinha uma pauta que hoje parece profética: inteligência artificial aplicada ao direito, blockchain e seus usos jurídicos, e cultura horizontal na gestão de escritórios. Dez palestrantes estavam confirmados, e a promessa era de um dia inteiro de discussão sobre a advocacia contemporânea e o papel da inovação na jurisdição.

Uma agenda à frente do mercado
Vale lembrar o contexto. Em 2018, inteligência artificial no Judiciário ainda era assunto de poucos: o STF começava a experimentar o sistema Victor, e a maioria dos escritórios encarava automação com desconfiança. Blockchain, por sua vez, dominava manchetes de tecnologia, mas raramente era discutido com seriedade jurídica em eventos para advogados.
Colocar esses dois temas no centro de um summit voltado à advocacia, ao lado de gestão e cultura, sinalizava a tese que os anos seguintes confirmaram: o advogado do futuro precisaria entender de dados e de organização tanto quanto de código e leis.
O que o formato do evento revelava
- Palestras curtas com foco em aplicação, não em teoria abstrata.
- Painéis misturando operadores do direito e empresas de tecnologia.
- Dinâmicas de networking pensadas para negócios concretos.
- Presença de lawtechs expondo produtos para um público qualificado.
- Discussão de cultura e gestão como tema central, não periférico.
| Tema da edição de 2018 | Status em 2018 | Desdobramento posterior |
|---|---|---|
| Inteligência artificial | Pilotos iniciais em tribunais | Triagem e classificação rotineiras no Judiciário |
| Blockchain | Curiosidade técnica | Usos em registros e notarização em discussão |
| Cultura horizontal | Tema emergente em escritórios | Gestão enxuta consolidada em lawtechs |
| Networking estruturado | Diferencial do evento | Modelo replicado em outros encontros do setor |
Florianópolis como capital da inovação jurídica
A escolha de Florianópolis não era acidental. A capital catarinense já concentrava um ecossistema denso de startups de tecnologia e empresas de software jurídico, da própria Aurum a bases de dados como o DBJus. O Aurum Summit funcionava como vitrine anual desse ecossistema, atraindo advogados de todo o país para um fim de semana de imersão.
Para o público que não podia viajar, o anúncio serviu de roteiro de estudo: cada tema da grade virou sugestão de leitura e de conversa nos escritórios. Era frequente, naquela época, um sócio voltar de um summit desses com uma lista de ferramentas para testar e uma pergunta incômoda para a equipe: por que ainda fazemos isso à mão?
O anúncio do DBJus, publicado semanas antes do evento, terminava com um convite direto para que usuários comparecessem e conversassem com a equipe. Essa proximidade entre fabricantes de tecnologia e advogados usuários era exatamente o que o summit se propunha a criar, e ajuda a explicar por que a edição de 2018 ficou marcada como ponto de virada na consolidação do setor de legaltech no Brasil.